DEAM 24 HORAS: Porque a violência não dorme!

Por Telma Lino 10/03/2018 - 16:38

Plantão Policial
DISSE QUE: No dia 07/08/2006, por volta das 19h, dona Maria de Tal chegou a sua casa situada na Rua da Esperança, nº 11.340, bairro da Consolação, e formada por apenas dois cômodos, após uma longa jornada de trabalho como empregada doméstica; Que ao chegar em casa, antes mesmo de tomar banho, já estava na cozinha, sua sina, preparando o jantar da família; família esta constituída, além da própria Maria, por seu companheiro Marco Antônio e suas três filhas menores; Que as crianças se achavam em casa assistindo TV; Que em seguida serviu o jantar dos seus filhos, ao tempo em que arrumava a residência; Que por volta das 21h, foi tomar banho e já tava se preparava para dormir, quando seu companheiro, pessoa com quem convivia a cerca de três anos e que pra variar se achava completamente embriagado, tendo esquecido sua chave, passou a esmurrar a porta violentamente, exigindo que a mesma a abrisse, ao tempo em que proferia diversos xingamentos contra a mesma; Que dona Maria de imediato deixou a cama na qual acabara de se deitar com suas três filhas menores; Que ao abrir a porta foi surpreendida com um soco que atingiu em cheio seu olho esquerdo, fechando-o imediatamente; Que, já no chão, passou a ser agredida ininterruptamente por seu companheiro com socos e pontapés; Que seus filhos, ao tentar defendê-la, também sofreram lesões; Que como de costume a Polícia Militar foi acionada pelos vizinhos, tendo chegado a tempo de conter o agressor já de posse de uma arma de fogo; Que foi preso e atuado em flagrante delito, sendo todos conduzidos de imediato à Delegacia Especializada no  Atendimento a Mulher (DEAM); Que ao chegar na Especializada, policiais, vítima (s) e autor do crime foram surpreendidos pelo fato da mesma não dispor de um plantão composto por Delegado e Escrivão, que apenas trabalhavam em regime administrativo, ou seja, das 08 às 18h; tendo sido atendidos por um Investigador que depois de registrar o fato e expedir guias, devido à falta de Autoridade Policial na “casa”, acionou o Plantão Central e comunicou o ocorrido,  visando a adoção das medidas cabíveis; Que este, por sua vez, determinou ao Delegado e Escrivão do Plantão Metropolitano, que coincidentemente naquele dia eram justamente os servidores lotados na DEAME em regime administrativo, para que se deslocassem até o local  e lavrassem o flagrante com base na Lei Maria da Penha.
Por: Telma Lino (mulher)