IMPUNIDADE X SEGURANÇA PÚBLICA

Por Telma Lino 10/03/2018 - 16:32

 “leitor automático de placas”
Em matéria exibida na edição de 02/05/2014, numa série de reportagens sobre “Impunidade”, editada por Evane Bertoldi e produzida por Clarissa Cavalcanti, o jornalismo da Rede Globo mostrou com propriedade e competência o fato de que não precisamos ir muito longe para ver a Justiça sendo aplicada de fato, o exemplo está na forma como o “vizinho” Chile vem combatendo a violência, quer seja através da promoção de uma  segurança pública de qualidade, em parceria com a comunidade e da utilização de tecnologia de ponta e de profissionais competentes, especializados e compromissados com o bem estar social.

A investigação é feita com tal agilidade que em apenas 48 horas depois da ocorrência do crime a justiça já esta sendo feita, a agilidade na resolução dos crimes é espantosa perfazendo a porcentagem total de 98% dos casos investigados.

A utilização de bons equipamentos, treinamentos e novas tecnologias faz uma grande diferença, “o leitor automático de placas” permite a  Polícia Comunitária  que, diga-se de passagem  nada tem haver  com  as ditas “Bases Comunitárias”,  implantadas na periferia e subúrbios do Salvador,  atuam nas ruas em parceria com a comunidade, de forma a prevenir e controlar a criminalidade, um exemplo disso é apresentado com grande propriedade na reportagem  que nos mostra como funciona o “leitor automático de placas” , que detectar com rapidez e eficiência trabalham a existência de carros furtados ou roubados trafegando pelas ruas chilenas, e em caso positivo os mesmos são automaticamente perseguidos e interceptados, sendo seus condutores presos, autuados e julgados.

Como acontece nos países desenvolvidos no Chile a cena do crime é de imediato isolada, evitando que curiosos e policiais não destruam as provas, tais como DNA, que possam levar a um culpado. Apenas os peritos usando uma roupa especial têm acesso ao local para evitar contaminação, nos EUA os detetives acompanham até parte do procedimento de necropsia para se inteirar da causa mortes, objetivando traçar um perfil do agressor e as causas prováveis do crime; evitando com tais cuidados que as provas venham ser questionadas ou até mesmo anuladas no tribunal.

Portanto nunca é demais lembrar que, se o Chile aprendeu com o nosso educador baiano Anísio Teixeira o que é Educação de qualidade e em tempo integral, já passou da hora do Brasil aprender sobre Segurança Pública e Ação cidadã com “los hermanos”.
Por: Telma Lino