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DESRESPEITO: As Entidades devem mostrar a força da Categoria. Reajuste na PCBA pode ignorar APOSENTADOS.

CONFIRA TABELA: Após inúmeras rodadas de negociações e adiamentos, o governo apresenta uma proposta salarial que subestima o valor e a dedicação dos Policiais Civis. (Ouça áudio de um diretor que participou da nefasta reunião com técnicos do governo)

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: EDITORIAL
09/11/2024 às 11h53 Atualizada em 29/01/2025 às 22h47
DESRESPEITO: As Entidades devem mostrar a força da Categoria. Reajuste na PCBA pode ignorar APOSENTADOS.

Após diversas rodadas de negociação entre as entidades sindicais dos policiais civis e representantes do governo da Bahia, o clima de insatisfação na categoria só aumentou. O que era para ser uma oportunidade de valorização salarial se transformou, na visão de muitos policiais, em mais uma rodada de promessas e adiamentos. Enquanto os servidores aguardavam uma proposta que de fato refletisse a importância de seu trabalho, o governo apresentou uma oferta que foi rapidamente interpretada como insuficiente e até desrespeitosa, um verdadeiro acinte aos esforços e riscos enfrentados diariamente pela categoria.

Na última reunião, o governo divulgou uma segunda proposta: uma tabela "vazada" que apenas detalha os valores oferecidos para as carreiras de Investigador, Escrivão e Perito Técnico. A tabela dos delegados, por outro lado, permanece sob sigilo, como se fosse um "segredo de estado". A proposta, que se baseia na incorporação de R$ 200,00 da GAPJ (Gratificação de Atividade de Polícia Judiciária) ao salário base, inclui ainda reajustes lineares de 5% e 6%, aplicáveis em julho de 2025 e 2026, respectivamente.

Segundo o governo, esses ajustes representariam um ganho médio de 9% a 10,67% para o primeiro ano e de 9,83% a 11,17% no ano seguinte.

Contudo, a proposta é considerada desanimadora pela categoria. Além do reajuste ser efetivado apenas a partir de JULHO 2025, a proposta vem em meio a uma crescente insatisfação com o ritmo das negociações e com a postura do governo em relação às reivindicações da categoria. Os policiais civis, que têm sido linha de frente na segurança do estado, veem a proposta como uma tentativa de ganho irrisório em comparação ao impacto de suas funções na sociedade. A lentidão e o tom evasivo das reuniões geram a sensação de que o governo subestima a força e o poder de mobilização das entidades representativas da classe.

(Audio de diretor que participou da reunião com o governo)

Proposta de Reajuste da Polícia Civil pode ignorar APOSENTADOS: Um desrespeito a quem construiu a Instituição

Mais uma vez, a proposta de reajuste salarial para a Polícia Civil revela uma postura que, para muitos, soa como um verdadeiro desrespeito aos policiais aposentados. Pelo áudio do diretor que participou da recente rodada de negociações, ficou claro que os policiais civis inativos, aqueles que dedicaram anos de suas vidas para a segurança pública e para a construção da instituição policial, serão excluídos de grande parte das melhorias e reivindicações. Títulos de qualificação, promoções simultâneas, bem como benefícios estendidos a novos integrantes da corporação, são algumas das vantagens das quais os aposentados, segundo a proposta atual, não poderão usufruir.

A falta de inclusão dos aposentados em questões como promoções e reconhecimento de titulações representa uma injustiça flagrante. Durante anos, esses profissionais trabalharam com empenho e sacrifício para fortalecer a segurança pública e construir o legado que a instituição tem hoje. Deixá-los de fora das melhorias propostas é não só um descaso com o passado da Polícia Civil, mas também uma mensagem desanimadora para aqueles que, no presente, se dedicam a essa carreira, cientes de que seu futuro pode não ter o reconhecimento financeiro e profissional que merecem.

O problema reflete um cenário mais amplo em que os policiais aposentados, que já enfrentam a ausência de ajustes salariais proporcionais ao longo dos anos, agora são, mais uma vez, deixados "a ver navios." Essa omissão nas propostas de reajuste reforça a impressão de que o valor e a contribuição de uma carreira inteira são facilmente esquecidos ao se aposentarem.

É essencial que as entidades sindicais se mobilizem para corrigir essa injustiça, garantindo que os policiais aposentados também recebam os devidos reajustes e benefícios, tal como seus colegas da ativa. Reconhecer o valor dos aposentados não é apenas uma questão de justiça, mas de respeito ao legado da instituição policial e aos profissionais que se dedicaram para mantê-la firme e atuante. Uma proposta de reajuste verdadeiramente justa deve incluir a todos, honrando a trajetória e o compromisso dos que construíram a história da Polícia Civil.

Chegou o momento de as entidades sindicais tomarem uma atitude firme e mostrarem ao governo a força e a unidade da categoria. Não é aceitável que, após tantas rodadas de negociação, o governo ainda apresente propostas que falham em reconhecer o valor e o sacrifício dos policiais civis, especialmente em um contexto onde a segurança pública enfrenta desafios críticos. As entidades representativas da classe precisam deixar claro que, enquanto o governo prolonga as negociações com promessas vazias, a categoria lida diariamente com riscos, sobrecarga de trabalho e um reconhecimento financeiro aquém do esperado.

É hora de fortalecer a articulação e mobilizar a categoria em defesa de seus direitos, promovendo ações de impacto que demonstrem o valor indispensável dos policiais civis para a sociedade baiana. Uma postura mais assertiva pode ser fundamental para que o governo entenda que os profissionais da segurança pública não aceitarão uma proposta que desconsidera o peso e a responsabilidade de suas funções. Com união e articulação estratégica, as entidades sindicais podem pressionar o governo a repensar sua posição e propor um plano que realmente valorize a segurança pública, assegurando aos policiais as condições e o reconhecimento que tanto merecem.

A sociedade, que depende da proteção e do compromisso dos policiais, também tem o direito de exigir que seus agentes de segurança sejam tratados com dignidade e respeito.

CONFIRA INTEGRA DAS TABELAS:

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CARLOS NASCIMENTO
CARLOS NASCIMENTO
Funcionário público aposentado Editor da Revista Página de Polícia e responsável pelos Sites: paginadepolicia.com.br, tokdemia.com.br, oservidor.com e Colunista do blog politicafc.com.br.
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