Quinta, 27 de Fevereiro de 2025
26°C 28°C
Salvador, BA
Publicidade

BRASIL, O PARAÍSO DO CRIME ORGANIZADO

O fato é que as atividades ilegais não apenas reduzem a arrecadação tributária, mas também distorcem a concorrência leal, prejudicando empresas que operam dentro da legalidade.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: Jerônimo Goergen
27/02/2025 às 11h13
BRASIL, O PARAÍSO DO CRIME ORGANIZADO

Em 2024, o Brasil registrou um prejuízo estimado de R$ 500 bilhões devido às atividades ilegais de contrabando, falsificações e pirataria. Essas práticas ilícitas afetam diversos setores da economia, comprometendo a arrecadação de impostos, a geração de empregos e a competitividade da indústria nacional. É como se tivéssemos uma segunda economia funcionando paralelamente.

Percebam os números superlativos, bem superiores aos números apresentados recentemente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), segundo o qual o crime organizado lucra mais com combustíveis e bebidas do que com o tráfico de cocaína. Segundo estudo conduzido pelo FBSP, os grupos criminosos acumularam uma receita acima de R$ 146 bilhões anuais a partir de 2022 com combustíveis, bebidas, cigarro e ouro. Já a droga gerou receita de R$ 15 bilhões.

O setor de vestuário desponta nesse ranking do mercado ilegal, com perdas estimadas de R$ 88 bilhões. O setor de bebidas vem logo em seguida, registrando prejuízos de R$ 85 bilhões. Em terceiro colocado vem os combustíveis, segmento que vem crescendo cada vez mais em importância para o crime organizado. A Aliança Latinoamericana Anticontrabando (ALAC) estima que o mercado ilegal represente 2% do PIB dos países da América Latina. No Brasil, esse índice é de 4,3% do PIB.

O fato é que as atividades ilegais não apenas reduzem a arrecadação tributária, mas também distorcem a concorrência leal, prejudicando empresas que operam dentro da legalidade. Estima-se que, devido ao mercado ilegal, aproximadamente 370 mil postos de trabalho formais deixaram de ser criados em 2022.

Além disso, a presença de produtos falsificados no mercado pode representar riscos à saúde e segurança dos consumidores, uma vez que esses itens não seguem os padrões de qualidade e segurança exigidos. O combate a essas práticas requer uma abordagem multifacetada, incluindo ações repressivas, educativas e econômicas. Precisamos firmar um pacto nacional na formulação de diretrizes para enfrentar a pirataria, a sonegação fiscal e as violações à propriedade intelectual.

Campanhas de conscientização pública também são essenciais para informar os consumidores sobre os impactos negativos da compra de produtos ilegais e incentivar escolhas de consumo mais responsáveis. O combate ao contrabando, às falsificações e à pirataria é fundamental para proteger a economia brasileira, garantir a arrecadação tributária, promover a justiça no mercado e assegurar a segurança dos consumidores.

Esforços conjuntos entre governo, indústria e sociedade são necessários para enfrentar esse desafio de forma eficaz. Só assim deixaremos de ser o paraíso do crime organizado, para nos transformarmos numa nação séria e atrativa para empreender e gerar riquezas.

Jerônimo Goergen

Presidente do Instituto de Liberdade Econômica (ILE)

Contatos da assessoria

Tel (61) 99829-8689

Email: apolos.paz@gmail.com

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Salvador, BA
28°
Tempo nublado
Mín. 26° Máx. 28°
31° Sensação
5.49 km/h Vento
74% Umidade
100% (11.48mm) Chance chuva
05h35 Nascer do sol
05h35 Pôr do sol
Sexta
28° 26°
Sábado
27° 26°
Domingo
28° 25°
Segunda
28° 26°
Terça
27° 27°
Publicidade
Publicidade


 


 

Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,82 +0,11%
Euro
R$ 6,06 -0,57%
Peso Argentino
R$ 0,01 +0,00%
Bitcoin
R$ 521,296,04 +0,15%
Ibovespa
124,990,56 pts 0.18%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Anúncio