A entrevista do Coronel PM/RR Ubiraci evidencia uma situação preocupante na Segurança Pública da Bahia: a não implementação da Lei Orgânica das Polícias Militares, mesmo após sua sanção federal.
Enquanto outros estados já implementaram a normativa, garantindo melhores condições para seus agentes de segurança, a Bahia ainda se encontra em um impasse que compromete diretamente a valorização dos praças — aqueles que desempenham um papel essencial na linha de frente da segurança pública e também do oficialato. A ausência de um reconhecimento salarial adequado, a falta de um diálogo transparente e a inexistência de ações concretas por parte do governo estadual têm gerado um profundo sentimento de desmotivação e desvalorização entre os policiais militares.
Além do impacto direto na qualidade de vida desses profissionais, a falta de avanços na regulamentação também reflete negativamente na segurança da população. Policiais militares desmotivados e sobrecarregados podem enfrentar dificuldades no desempenho de suas funções, o que, consequentemente, compromete a eficácia do combate à criminalidade e a preservação da ordem pública.
Para romper esse cenário de estagnação, é essencial que o governo baiano não apenas ouça as demandas da categoria, mas também demonstre um compromisso real com a implementação de medidas concretas. Isso inclui a revisão da estrutura salarial, o aprimoramento das condições de trabalho e a valorização profissional, reconhecendo a importância desses agentes que arriscam suas vidas diariamente para proteger a sociedade.
Entrevista do Coronel Ubiratan, ao jornalista Marcelo Castro: