A manchete da edição de hoje da UOL Notícias, que tem parceria com a Folha de São Paulo, é de uma obviedade que salta aos olhos: "Taxação de mais ricos enfrenta resistência no Congresso, e Motta sinaliza alternativas para compensar isenção do IR".
Ora, ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabiam que o Congresso Nacional, com suas duas Casas Legislativas, Câmara dos Deputados e o Senado, seria contra a taxação da classe mais privilegiada.
Aborrecer os que contribuem com a campanha com vultosas verbas não é o melhor caminho para continuar no Parlamento, usufruindo das benesses inerentes ao poder.
A opinião que predomina entre deputados e senadores é que os patrocinadores de campanha podem dar um basta no faz-me rir se seus interesses forem contrariados.
O povão de Deus tem memória curta, esquece rapidamente de quem os apunhalou pelas costas, das promessas não cumpridas. É mais fácil encontrar uma pequenina cabeça de alfinete em um grande palheiro do que o Congresso Nacional contrariar os abastados.
Entre os vários ditados populares que encaixam na coluna de hoje, em relação aos parlamentares, o da "farinha pouca, meu pirão primeiro", é o mais ilustrativo.
O tapinha nas costas, o abraço bem apertado em quem ocupa a parte de baixo da pirâmide social, fica para o período de eleição, na hora de pedir o voto.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 19.03.2025.
Marco Wense - Itabunense, Advogado e Articulista de Política. Assina a Coluna Wense, publicada diariamente em vários sites e blog da Bahia, a exemplo do PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR.
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